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Mês das Meninas






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Aniversário de 66 anos da PIB em Cambé é marcado por uma festa espiritual


Por: Departamento de Comunicação

Dia de bênçãos. Assim pode ser definido o culto de ação de graças pelo sexagésimo sexto aniversário da Primeira Igreja Batista em Cambe no estado do Paraná, realizado no sábado, dia 26/02.

Participaram do culto o coral Essência de Deus, o grupo Haggios, o quarteto El´Betel e o pastor Edson Borges de Souza trouxe a mensagem de Deus.

O pastor falou sobre a igreja ser um sacerdócio real aqui na terra e que cada crente deve buscar pelo seu agir e proceder ganhar as pessoas para Cristo, pois a volta de Jesus está cada dia mais próxima.

A igreja recebeu a cada membro da PIB de Presidente Prudente com extremo carinho e zelo e todos agradeceram a presença dos irmãos de Presidente Prudente e alguns chegaram a exclamar que o coral poderia ficar

ainda para o domingo, 27/02, para continuar com as apresentações.

É desejo da PIB de Presidente Prudente que Deus continue a abençoar a PIB de Cambé com as mais ricas bênçãos e que a igreja continue a proclamar a mensagem de Jesus Cristo até que Cristo volte.

Mais fotos no : http://www.facebook.com/profile.php?id=100002119142693

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Coral Essência de Deus canta no 66º aniversário da Primeira Igreja Batista de Cambé


Por: Departamento de Comunicação

Sábado, 26/02, a Primeira Igreja Batista de Cambé no estado do Paraná comemora o seu sexagésimo sexto aniversário, para participar do culto de Ação de Graça foram convidados o coral Essência de Deus e o pastor Edson Borges de Souza, ambos da Primeira Igreja Batista de Presidente Prudente.

O culto começará às 20h e a PIB de Cambé fica na rua Dinamarca, 582 no centro.

Mais informações no www.ministeriojovempibcambe.blogspot.com

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A Cruel Realidade do Mundo Virtual

Por: Pr. Humberto Sedano

Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos de que dispunha naquele dia atribulado para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias, que há tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, pois afinal de contas fome é fome, mas regime é regime, né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

— Tio, dá um trocado?

— Não tenho, menino.

— Só uma moedinha para comprar um pão.

— Está bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada estava lotada de e-mails. Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas. Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

— Tio, pede para colocar margarina e queijo também?

Percebo que o menino tinha ficado ali.

— OK, mas depois me deixe trabalhar, pois estou muito ocupado, tá?

Chega a minha refeição e junto com ela o meu constrangimento. Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir. Meus resquícios de consciência me impedem de dizer. Digo que está tudo bem.

— Deixe-o ficar. Traga o pão e mais uma refeição decente para ele.

Então o menino se sentou à minha frente e perguntou:

— Tio, o que está fazendo?

— Estou lendo uns e-mails.

— O que são e-mails?

— São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet.

Sabia que ele não iria entender nada, mas a título de livrar-me de maiores questionários disse:

— É como se fosse uma carta, só que via Internet.

— Tio, você tem Internet?

— Tenho sim, é essencial no mundo de hoje.

— O que é Internet, tio?

— É um local no computador onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem tudo no mundo virtual.

— E o que é virtual, tio?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

— Virtual é um local que imaginamos algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transforma- mos o mundo em quase como queríamos que fosse.

— Legal isso. Gostei!

— Mocinho, você entendeu o que é virtual?

— Sim, tio, eu também vivo neste mundo virtual.

— Você tem computador?

— Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo. Eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome, e eu dou água para ele pensar que é sopa. Minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas eu não entendo, pois ela sempre volta com o corpo. Meu pai está na cadeia há muito tempo. Mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida muitos brinquedos de Natal, e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isto não é virtual, tio?

Fechei meu notebook, não antes que as lágrimas caíssem sobre o teclado. Esperei que o menino terminasse de literalmente 'devorar' o prato dele, paguei a conta e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que eu já recebi na vida, e com um 'Brigado tio, você é legal!

Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade, e fazemos de conta que não percebemos!

Anônimo

A Fiel Missão da Igreja no Mundo Real

Platão, na Grécia antiga falava do mundo das idéias, se ele estivesse hoje entre nós curtindo nosso mundo pós-moderno e visse um notebook e o universo da internet, diria: “eu tinha razão!”.

Nosso mundo distante de Deus e da realidade tem criado um abismo de separação entre o real e o artificial através de uma cultura de fantasia e ilusão, hoje estamos como no começo do caos, quando:

A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo... Gn 1.2.

Num mundo amorfo e vazio de Deus, as trevas do pecado tomam conta do mundo virtual e irreal do homem atual, assim ele encontra-se face a face do abismo da condenação eterna devido a seu hiper-individualismo, consumismo e egocentrismo, pois passamos mais tempo curtindo a vida com coisas frívolas enquanto o mundo vive e morre sem Cristo.

Precisamos fechar nossos notebooks e abrir nossos corações para meditar nas Escrituras, necessitamos desligar nossos televisores e ligar nossas mentes a Deus em oração e intercessão, urgimos deixar de mergulhar no prazer temporal do pecado para batizar-nos num novo compromisso de vida que olhe para o faminto, para o pobre e o despossuído a fim de enriquecê-lo com a graça preciosa do Evangelho de Cristo.

É responsabilidade nossa encarnar o exemplo do Salvador e cumprir nossa missão como igreja:

...pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. 2Co 8.9.

Para isso precisamos ter a visão de John Wesley para ver “o mundo como nossa paróquia”, necessitamos ter a paixão de John Knox para clamar a Deus e dizer “Senhor dá-me almas se não morro!”, urgimos ter o zelo dos Moravianos da época de Zinzendorf, pois “Essa pequena igreja, em vinte anos, trouxe à existência mais missões evangélicas do que qualquer outro grupo evangélico o fez em dois séculos”.

Reajamos sendo luz que ilumine o caminho daqueles que estão em trevas, sendo pão para o faminto, água para o sedento e mostremos o caminho aos perdidos, pois essa é a nossa bendita missão neste mundo real.

A grande comissão é a globalização espiritual iniciada em Pentecostes, assim devemos dar continuidade à mensagem da cruz a fim de alcançar corações e lares com a salvação do Cordeiro de Deus, avancemos de joelhos em nossa missão, desembainhemos nossa espada e conquistemos novos territórios para o reino do Senhor através do Evangelho da paz sob o comando do Espírito de Deus, pois o Príncipe Amado está voltando!

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Um breve sermão de Charles Spurgeon

Pensamentos obscuros sobre Deus

Será que não há muitas pessoas que pregam sem significado claro, manuseando a Palavra de Deus de maneira enganosa? Você freqüenta o ministério deles durante anos e não sabe no que crêem. Ouvi falar de certo pastor cauteloso, a quem um ouvinte perguntou: "Qual é sua visão da expiação?". E ele respondeu: "Meu caro senhor, justamente isso, eu nunca contei a ninguém, e não vou dizer agora". Essa é uma estranha condição moral para a mente de um pregador do evangelho. Temo que ele não seja o único que tem esse tipo de relutância. Dizem que eles consomem sua própria fumaça, isto é, guardam suas dúvidas para o consumo caseiro. Muitos não ousam dizer no púlpito o que dizem sub rosâ (em particular) em uma reunião particular de pastores. Isso é honesto?


Temo que aconteça com alguns o mesmo que se deu com um professor de uma cidade do sul dos Estados Unidos. Um grande professor negro antigo, Jasper, ensinara seus alunos que o mundo é plano como uma panqueca, e que o sol o circula todos os dias. Não tivemos essa parte de seu ensino, mas certas pessoas sim, e um deles foi com seu filho até o professor e perguntou: "Você ensina às crianças que o mundo é redondo ou plano?". O professor cautelosamente respondeu: "Sim". O indagador ficou confuso, mas pediu uma resposta mais clara: "Você ensina seus alunos que o mundo é redondo ou que é plano?". A resposta do professor americano foi: "Isso depende da opinião dos pais". Desconfio que mesmo na Grã-Bretanha, em alguns poucos casos, muito depende da tendência do diácono principal, ou do contribuinte principal ou do jovem de ouro da congregação. Se isso acontece, o crime é repugnante.


Mas se por essa ou qualquer outra razão ensinamos com língua dissimulada, o resultado é extremamente prejudicial. Ouso citar aqui uma história que ouvi de um amado irmão. Um pedinte bateu à porta da casa de um pastor para conseguir dinheiro com ele. O bom homem não gostou muito da aparência do pedinte e lhe disse: "Eu não me interesso por seu caso e não vejo nenhuma razão especial por que você deva vir a mim". O pedinte respondeu: "Estou certo que você me ajudaria se soubesse que grande benefício tenho recebido de seu ministério abençoado". O pastor retrucou: "E qual foi?". O pedinte respondeu: "Ora, senhor, quando eu primeiro vim ouvi-lo não ligava nem para Deus nem para demônio, mas agora, sob seu abençoado ministério, passei a amar os dois". Que maravilha se por causa da fala volúvel de alguns homens, as pessoas viessem a amar tanto a verdade como a mentira! As pessoas dirão: "Gostamos dessa doutrina e da outra também". O fato é que gostariam de qualquer coisa caso um enganador esperto pusesse isso plausivelmente diante deles. Admirariam Moisés e Aarão, mas não diriam uma palavra contra Janes e Jambres.


Não nos uniremos à confederação que parece visar tal compreensão. Precisamos pregar o evangelho de modo tão distinto que as pessoas saibam o que estamos pregando. "Se a trombeta não emitir um som claro, quem se preparará para a batalha?" (1Co 14.8). Não confunda seu povo com falas duvidosas. Alguém disse: "Bem, eu tive uma idéia nova um dia desses. Não a expandi; joguei-a fora!". Essa é uma coisa boa para fazer com a maioria de suas idéias novas. Lance-as fora, sim, de qualquer maneira, mas veja onde você está quando o faz; porque se você lançá-las do púlpito, podem acertar alguém e ferir a fé da pessoa. Lance fora suas idéias, mas primeiro navegue sozinho em um barco por mais de um quilômetro mar adentro. Depois que você tiver jogado ali suas cruas bagatelas, deixe-as com os peixes.


Hoje, temos a nossa volta uma classe de homens que pregam Cristo e até o evangelho, mas depois eles pregam muitas outras coisas que não são verdade e assim destroem todo o bem que entregam e levam os homens ao erro. Eles querem ser classificados como "evangélicos" e, na verdade, são anti-evangélicos. Olhe bem para esses senhores. Ouvi dizer que uma raposa, quando acossada de perto pelos cães sabe fingir que é um deles e corre com a matilha. Isso é o que certos homens visam hoje: as raposas querem passar por cães. Mas no caso da raposa, seu cheiro forte a trai, e os cães logo a descobrem, do mesmo modo, o cheiro da doutrina falsa não é facilmente ocultado, e a presa não a segue por muito tempo. Há ministros que é difícil saber se são cães ou raposas; mas todos os homens devem saber de que espécie somos ao longo de nossa vida e não ter dúvida em relação àquilo que cremos e ensinamos. Não hesitemos em falar nas palavras mais robustas que possamos encontrar e nas sentenças mais claras que pudermos formar aquilo que mantemos como verdade fundamental.


Assim, disse tudo isso e ainda estou no primeiro tema, portanto, os outros dois precisam ocupar menos tempo, embora eu julgue que sejam de primeira importância.

http://www.youtube.com/watch?v=l8UyyxlJIx8

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Sinal do Reino



Por: Departamento de Comunicação

Sábado, 12/02, foi realizado no templo sede da Igreja Batista de Presidente Prudente, o segundo culto de louvor do ano de 2011 dirigido pela Unijovem.

O responsável por trazer a mensagem foi o diácono Oscar Pereira, ele tratou sobre o choque cultural que as pessoas vivem em seu dia-a-dia.

Tratou de ressaltar como deve ser comportamento de jovens e adolescentes diante de um mundo que oferece as mais variadas oportunidades para que esta faixa etária se distancie dos princípios bíblicos.

Pereira diferenciou a cultura que vem do céu e a cultura proveniente do Inferno. Ele afirmou “a cultura do céu é bondosa, pacifica e faz com que você compartilhe as coisas boas que você recebe do Pai enquanto que a proveniente do inferno torna você enganador, que só se preocupa em levar vantagem em tudo, além de tudo é egocêntrica”.

O diácono salientou que viver a cultura do céu é andar na contramão do sistema e se cada jovem ou adolescente fizer isso será um sinal do Reino e fará a diferença por onde quer que andar.

O culto contou com a presença de quatro visitantes, foi dirigido pela irmão Gabriel de Carvalho e o louvor foi feito pelo grupo Haggios.

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Salmo 91

Por: Pr. Humberto Sedano


1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Todo-Poderoso descansará.

2 Direi do Senhor:Ele é o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio.

3 Porque Ele te livra do laço do passarinho, e da peste perniciosa.

4 Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.

5 Não temerás os terrores da noite, nem a seta que voe de dia,

6 nem peste que anda na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia.

7 Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

8 Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.

9 Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo a tua habitação,

10 nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.

13 Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.

14 Pois que tanto me amou, eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque ele conhece o meu nome.

15 Quando ele me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrá-lo-ei, e o honrarei.

16 Com longura de dias fartá-lo-ei, e lhe mostrarei a minha salvação.

Habitação e Segurança do Justo

Com uma linguagem cheia de imagens poéticas, este salmo como poema didático e sapiencial convida a confiar no Senhor, porque Ele é o único refúgio seguro em todas as adversidades e perigos. Este salmo segue o teor de confiança do salmo 27:

O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?

Quando os malvados investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, eles, meus adversários e meus inimigos, tropeçaram e caíram.

Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança.

Uma coisa pedi ao Senhor, e a buscarei: que possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor, e inquirir no seu templo.

Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me esconderá; sobre uma rocha me elevará.

E agora será exaltada a minha cabeça acima dos meus inimigos que estão ao redor de mim; e no seu tabernáculo oferecerei sacrifícios de júbilo; cantarei, sim, cantarei louvores ao Senhor. Sl 27.1-6.

Assim como o salmo 27 este salmo 91 tem a Davi como seu autor; e a pestilência mencionada em 2 Samuel 24, é a ocasião especial mais provável a que possa referir-se o salmo.

A diferença entre o salmo 27 e o salmo 91 é que enquanto no salmo 27 o salmista deseja refugiar-se no Senhor por meio do templo, no salmo 91, o salmista sabe que ele pode refugiar-se no Senhor fora do templo e que ali também poderá estar seguro.

Assim este belo salmo é um cântico de confiança e proteção em meio ao perigo.

A linguagem militar é apropriada para um rei: refúgio, fortaleza, escudo, abrigo, baluarte, flecha, pestilência e os exércitos de milhares que caem a seu lado (1-8).

As promessas oferecidas de invulnerabilidade (5-10), de ser levado em mãos de anjos (11, 12), de poder pisar as serpentes e leões (13) e de uma longa vida, também é linguagem que se refere ao rei.

A mudança gramatical da pessoa, permissíveis na poesia, são freqüentes aqui.

O salmo está organizado em três seções.

Na primeira seção (1, 2) o rei fala e apresenta a nota chave do salmo prometendo sua fidelidade ao Senhor.

Na segunda seção (3-13), um sacerdote fala sobre os benefícios que vem sobre o rei ao prometer sua obediência a Deus:

Primeiro, aponta a Deus que protege ao rei (3-4); segundo, aponta ao rei que não teme em presença de forças poderosas (5-6) e finalmente aponta ao inimigo que cai derrotado ao redor do monarca vitorioso (7-8).

O poema se resume nos versos 9 e 10, antes de mencionar que Deus milagrosamente enviará anjos a guardar ao seu rei para que ele não caia (11, 12).

No clímax do verso 13, a voz sacerdotal apresenta ao rei não meramente como um sobrevivente, senão como um herói ungido, vitorioso, preservado e abençoado pelo Senhor.

Na terceira seção (14-16), o Senhor oferece um oráculo ou profecia, prometendo ao seu rei “salvação”, que é palavra culminante deste salmo.

Lembremos que a palavra hebraica para salvação e vitória é a mesma (יְשׁוּעָה yeshúa), da qual se deriva o nome Jesus.

Analisemos o salmo:

Primeira seção: A fala do rei (1, 2):

1 Aquele

que habita

no esconderijo do Altíssimo,

à sombra do Todo-Poderoso

descansará.

Este salmo se inicia com uma confissão e declaração de fé na proteção divina para o justo.

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, também significa “aquele que se abriga no lugar secreto de Deus”, assim aqui encontramos o que um homem justo faz: Ele se refugia no Senhor!

Neste sentido, o profeta descreve um belo paradoxo acerca da comunhão entre o Deus Altíssimo e o homem que se humilha em sua bendita presença:

Porque assim diz o Alto e o Excelso (Sublime), que habita na eternidade e cujo nome é santo: Num alto e santo lugar habito, e também com o contrito e humilde de espírito, para vivificar o espírito dos humildes, e para vivificar o coração dos contritos. Is 57.15.

Em seguida, o salmista completa seu pensamento, à sombra do Todo-Poderoso descansará, assim aqui encontramos o que um homem justo experimenta quando se refugia no Senhor: Ele viverá seguro, confiado e protegido.

Esta idéia também se repete em outros salmos:

Pois no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo me esconderá; sobre uma rocha me elevará. Sl 27.5.

No abrigo da tua presença tu os escondes das intrigas dos homens; em um pavilhão as ocultas da contenda das línguas. Sl 31.20.

Nesta declaração de fé o salmista usa dois nomes de Deus revelados a Abraão, primeiro, Elyon, isto é, Altíssimo e em segundo lugar, Shadai, isto é, Todo-Poderoso. O salmista também usa duas expressões que lembram a fiel presença de Deus no deserto nos dias de Moisés, o esconderijo noturno que aponta para a Coluna de fogo, e a sombra que aponta para a Coluna de nuvem no dia.

Assim o Deus de Israel que esteve com a nação no deserto também pode acompanhar o justo em qualquer situação, pois o Deus de Abraão, Redentor de Moisés e Senhor de Davi também será fiel com todo aquele que o busca como seu refúgio e esconderijo.

O salmista declara acerca de Deus usando seu nome Redentor יְהוָֹה (Jeová):

2 Direi

do Senhor:

Ele é

o meu refúgio

e a minha fortaleza,

o meu Deus,

em quem

confio.

Direi do Senhor, aqui encontramos o que um homem justo diz: isto é, o que Ele confessa ou declara acerca do Senhor, seu Deus:

Quando o salmista declara:

Ele é o meu refúgio, isto denota proximidade do Senhor.

Quando o salmista disse:

Ele é a minha fortaleza, isto denota segurança no Senhor.

Quando o salmista clama:

Ele é o meu Deus, isto denota relação com o Senhor.

Quando o salmista clama afirma:

Ele é em quem confio. Isto denota confiança no Senhor.

Está escrito de um homem justo em outro salmo:

Ele não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor. Sl 112.7.

Desta forma o salmista tem plena segurança na presença do Senhor, seu Deus.

Segunda seção: A fala do sacerdote (3-13):

3 Porque Ele te livra

do laço do passarinho,

e da peste perniciosa.

4 Ele te cobre com as suas penas,

e debaixo das suas asas

encontras refúgio;

a sua verdade é escudo

e broquel.

Aqui o salmista explica tanto a razão da sua confissão como a sua confiança no agir do Senhor:

O salmista confia no Senhor porque é protegido por Ele, ele usa uma expressão zoomórfica representando a Deus como uma águia que cuida seu filhote no ninho:

Porque Ele te livra, ...Ele te cobre com as suas penas, aqui encontramos o que Deus faz com um homem justo: Ele livra o justo tanto do laço do passarinho, quanto da peste perniciosa e Ele o cobre com as suas asas.

...e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel. Aqui encontramos o que um homem justo experimenta: Plena segurança no Senhor.

Assim como o escudo cobre todo o corpo do soldado, Deus também é proteção suficiente para o justo. Moisés escreve de forma muito poética essa proteção de Deus sobre Israel quando a nação é guiada através do deserto:

Como a águia desperta o seu ninho, adeja sobre os seus filhos e, estendendo as suas asas, toma-os, e os leva sobre as suas asas, assim só o Senhor o guiou, Dt 32.11-12.

Em seguida se menciona as certezas da pessoa que se refugia no Senhor:

5 Não temerás

os terrores da noite,

nem a seta que voe de dia,

6 nem peste que anda na escuridão,

nem mortandade que assole ao meio-dia.

Não temerás os terrores da noite, aqui encontramos o que o um homem justo experimentará pela noite: Segurança!

...nem a seta que voe de dia, isto é, o que um homem justo experimentará pela manhã: Segurança!

...nem peste que anda na escuridão, isto é, o que um homem justo experimentará pela noite: Segurança!

...nem mortandade que assole ao meio-dia. isto é, o que um homem justo experimentará ao meio-dia: Segurança!

Observe que não importa o horário em que aconteçam as dificuldades, pois o dia todo o justo confia no Senhor, tanto pela manhã, tarde e noite, ele sempre estará seguro em Deus vinte e quatro horas por dia.

Assim se enfatiza a proteção divina sobre um homem justo:

7 Mil poderão cair ao teu lado,

e dez mil à tua direita;

mas tu não serás atingido.

8 Somente com os teus olhos

contemplarás,

e verás

a recompensa dos ímpios.

9 Porquanto fizeste do Senhor

o teu refúgio,

e do Altíssimo

a tua habitação,

10 nenhum mal te sucederá,

nem praga alguma chegará à tua tenda.

11 Porque aos seus anjos

dará ordem a teu respeito,

para te guardarem em todos os teus caminhos.

12 Eles

te susterão

nas suas mãos,

para que não tropeces em alguma pedra.

13 Pisarás o leão

e a áspide;

calcarás aos pés o filho do leão

e a serpente.

Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido. Aqui encontramos o que um homem justo experimentará: A proteção fiel de Deus. Observe que neste salmo se mencionam tanto o tempo como o espaço, pois em ambos o Senhor está presente de forma onisciente, onipresente e onipotente a favor do homem justo.

Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios. Aqui encontramos o que um homem justo testemunhará: isto é, o fim dos homens maus.

Porquanto fizeste do Senhor o teu refúgio e do Altíssimo a tua habitação, aqui encontramos a razão da proteção de um homem justo: ele se refugiou no Senhor.

...nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Aqui encontramos os benefícios que um homem justo experimentará: ele será preservado pelo Senhor.

As seguintes imagens expressam a proteção e a defesa de Deus.

Porque aos seus anjos dará ordem, para te guardarem... Eles te susterão em suas mãos, para que não tropeces... Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele o protegerá enviando seus mensageiros angélicos.

Pisarás o leão e a áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. Aqui encontramos o que um homem justo poderá fazer: Ele vencerá os seus inimigos e por extensão os cristãos podem vencer o seu velho inimigo, satanás (Gn 3.1, 1Pe 5.8).

Terceira seção: Deus mesmo fala (14-16):

Aqui Deus explica porque Ele protege o justo:

14 Pois que tanto me amou,

eu o livrarei;

pô-lo-ei num alto retiro,

porque ele conhece o meu nome.

15 Quando ele me invocar,

eu lhe responderei;

estarei com ele na angústia,

livrá-lo-ei,

e o honrarei.

16 Com longura de dias fartá-lo-ei,

e lhe mostrarei a minha salvação.

Pois que tanto me amou, Aqui encontramos o que um homem justo fez: Ele amou ao Senhor, algo semelhante se observa em outros salmos, assim Davi confessou:

Eu te amo, ó Senhor, força minha. Sl 18.1.

Amo ao Senhor, porque ele ouve a minha voz e a minha súplica. 116.1.

O Senhor afirma porque Ele protege ao seu servo e afirma que tem uma relação de amor com ele. O Senhor deseja relacionar-se com todos seus filhos da mesma maneira como também disse a Daniel:

E disse: Não temas, homem muito amado; paz seja contigo; sê forte, e tem bom ânimo. E quando ele falou comigo, fiquei fortalecido, e disse: Fala, meu senhor, pois me fortaleceste. Dn 10.19.

Assim o Senhor promete a seu servo:

...eu o livrarei; Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele o livrará.

O Senhor prometeu o mesmo a Jacó em Betel e assim aconteceu, pois Deus o livrou durante os vinte anos que esteve fora da casa do seu pai:

Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; pois não te deixarei até que haja cumprido aquilo de que te tenho falado. Gn 28.15.

Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu salário.

Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão e o Temor de Isaque não fora por mim, certamente hoje me mandarias embora vazio. Mas Deus tem visto a minha aflição e o trabalho das minhas mãos, e repreendeu-te ontem à noite. Gn 31.41-42.

...pô-lo-ei num alto retiro, isto é, o que Deus fará com um homem justo: Ele o protegerá.

Quando Jerusalém foi destruída, o Senhor guardou ao profeta Jeremias e o mesmo invasor o protegeu cumprindo a Palavra do Senhor na vida do seu fiel servo:

Agora pois, eis que te solto hoje das cadeias que estão sobre as tuas mãos. Se te apraz vir comigo para Babilônia, vem, e eu velarei por ti; mas, se não te apraz vir comigo para Babilônia, deixa de vir. Olha, toda a terra está diante de ti; para onde te parecer bem e conveniente ir, para ali vai.

Se assim quiseres, volta a Gedalias, filho de Aicão filho de Safã e a quem o rei de Babilônia constituiu governador das cidades de Judá, e habita com ele no meio do povo; ou vai para qualquer outra parte que te aprouver ir. E deu-lhe o capitão da guarda sustento para o caminho, e um presente, e o deixou ir.

Assim veio Jeremias a Gedalias, filho de Aicão, a Mizpá, e habitou com ele no meio do povo que havia ficado na terra. Jr 40.4-6.

Porque ele conhece o meu nome. Aqui encontramos o que um homem justo experimentou: Ele conheceu pessoalmente ao Senhor pelo seu nome.

Deus revelou-se ao patriarca Abraão com os seguintes nomes divinos: Altíssimo (Elión, Gn 14.18), Todo-Poderoso (Shaddái, Gn 17.1), Eterno (Olám, Gn 21.33) e o Senhor Proverá (Jeová-Jiréh, Gn 22.33) e a Escritura também afirma que ele foi amigo de Deus (2Cr 20.7) o que revela o nível de intimidade com o Senhor.

Quando ele me invocar, isto é, o que um homem justo fará: Ele invocará ao Senhor e orará sempre a Ele.

...Eu lhe responderei; Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele promete responder a oração do justo.

Assim Deus respondeu a Daniel quando ele clamou ao Senhor:

Então me disse: Não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim. Dn 10.12.

...estarei com ele na angústia; Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele promete estar com o justo no dia de angústia.

O Senhor esteve com Davi no dia angústia e o fortaleceu fielmente:

Também Davi se angustiou; pois o povo falava em apedrejá-lo, porquanto a alma de todo o povo estava amargurada por causa de seus filhos e de suas filhas. Mas Davi se fortaleceu no Senhor seu Deus. 1Sm 30.6.

...livrá-lo-ei, Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele promete livrá-lo.

Assim o Senhor livrou a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego da fornalha de fogo:

Falou Nabucodonosor, e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o qual enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele e frustraram a ordem do rei, escolhendo antes entregar os seus corpos, do que servir ou adorar a deus algum, senão o seu Deus. Dn 3.28.

...e o honrarei. Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele promete honrá-lo.

O Senhor honrou a José depois que ele confiou no Senhor:

Perguntou, pois, Faraó a seus servos: Poderíamos achar um homem como este, em quem haja o espírito de Deus?

Depois disse Faraó a José: Porquanto Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.

Tu estarás sobre a minha casa, e por tua voz se governará todo o meu povo; somente no trono eu serei maior que tu. Disse mais Faraó a José: Vê, eu te hei posto sobre toda a terra do Egito.

E Faraó tirou da mão o seu anel-sinete e pô-lo na mão de José, vestiu-o de traje de linho fino, e lhe pôs ao pescoço um colar de ouro. Ademais, fê-lo subir ao seu segundo carro, e clamavam diante dele: Ajoelhai-vos. Assim Faraó o constituiu sobre toda a terra do Egito. Gn 41.38-43.

Com longevidade de dias fartá-lo-ei, Aqui encontramos o que Deus fará com um homem justo: Ele promete abençoar o justo com quantidade de dias.

O mesmo se repete no salmo 128.4-6:

Eis que assim será abençoado o homem que teme ao Senhor.

De Sião o Senhor te abençoará; verás a prosperidade de Jerusalém por todos os dias da tua vida, e verás os filhos de teus filhos. A paz seja sobre Israel.

Assim o justo poderá ver pessoalmente as suas seguintes gerações com a bênção do Senhor.

...e lhe mostrarei a minha salvação. O que Deus fará com um homem justo que o ama: Ele promete salvar o justo.

A alma humana anela a salvação que só o Senhor pode dar, assim quando Simeão contemplou ao Senhor Jesus disse a Deus:

Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra; pois os meus olhos já viram a tua salvação, a qual tu preparaste ante a face de todos os povos; luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel. Lc 2.29-32.

Este salmo mostra como um homem (ou mulher) justo pode amar a Deus e confiar nele, assim ele poderá ser abençoada com a comunhão constante com o Senhor e com sua proteção permanente.

Este salmo ecoa as experiências de Abraão, Moisés e Davi e se estende a todos os homens para que eles também experimentem a comunhão e proteção divina. O Senhor Jesus Cristo morreu no Calvário para ser o esconderijo do Altíssimo e a à sombra do Todo-Poderoso para toda a humanidade, assim hoje você pode encontrar salvação para sua alma só nele!

http://www.youtube.com/watch?v=RpI4fziiNh0


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