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A necessidade da disposição

Por: Evandro Fernandes

Não são raras as situações, ou ocasiões em que nos deparamos com a necessidade da disposição. Embora seja de grande relevância a disposição, às vezes, é relegada a segundo, terceiro ou muitos outros planos.

As pessoas se habituam, ou estão se habituando e se disporem na medida da sua conveniência, necessidade ou mera curiosidade.

Da palavra de Deus extraímos um belo exemplo de disponibilidade, transcrita no livro de 2 Coríntios, 12.15, onde Paulo diz: Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado.

Primeiramente, vale lembrar que esse texto foi escrito por Paulo, um vaso escolhido por Deus para levar sua palavra diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel, conforme Atos 9.15, e seu exemplo de disposição salta aos olhos por alguns aspectos extremamente importantes.

Primeiro, Paulo tinha plena ciência de sua missão e, de forma clara o objetiva, particularmente gosto da objetividade da palavra de Deus, e faria isso de muito boa vontade.

Vemos aqui uma disposição totalmente desinteressada, alheia a interesses pessoais, ou interesses que conduzissem para uma vontade que não fosse a vontade do Senhor.

Assim como Paulo, e apenas para exemplificar, Abraão se dispôs sem questionar a Deus para onde ia, ou qual era a terra que Deus lhe prometera, gn 12; Rute se dispôs a seguir sua sogra Noêmi onde quer que ela fosse, onde quer que ela pousasse e afirmou categoricamente que o Deus de Noêmi seria o seu Deus, rt 1.16; e, por fim, Isaias ao se apresentar e afirmar envia-me a mim, is. 6.8.

Além da liberalidade em seus esforços, Paulo não estava preocupado com a retribuição, antes, pelo contrário, estava disposto a amá-los mais mesmo que fosse menos amado.

No original, veremos que a expressão “gastar” e “se deixar gastar” indica “gastar totalmente”, ou seja, não se tratava de uma disposição dosada, que vai até um determinado limite e que se esvai num determinado ponto.

Paulo estava disposto a se gastar totalmente pelas almas daqueles que estavam em corinto, sem se importar se esse esforço seria ou não retribuído, reconhecido, investindo tempo para orar, ensinar, pregar, interceder, enfim, Paulo estava disposto a se esvaziar para que seus contemporâneos pudessem se encher da graça redentora do Senhor Jesus.

Até que ponto, ou até onde vai sua disposição?

Saiba que é necessário nos dispormos em favor daqueles que ainda não alcançaram a graça do Senhor Jesus em suas vidas, afirmando como Paulo, ainda que amando-vos cada vez mais, seja menos amado.

Eis um grande desafio. Disposição para amar sem se importar em ser ou não amado em contrapartida, disposição por aqueles que ainda não foram alcançados e que estão, na maior parte das vezes ou do dia, muito próximos a você

Que Deus o abençoe e que Paulo seja um exemplo de disposição na sua vida.

Maranata.

http://www.youtube.com/watch?v=LCqvL-nENZU

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